Arquivo para redes sociais

Gamification através do Foursquare

Posted in Gamification with tags , , on 27/05/2011 by brunogrieco

No último post, apresentamos o conceito de Gamification: uma forma de introduzir técnicas de jogos em ambientes não relacionados a esse formato. Essa tendência tem crescido e se tornado cada vez mais evidente no meio de Comunicação.

Como forma de ilustrar melhor o fenômeno, buscamos casos em que identificamos o seu uso como estratégia de comunicação.

Para começar, escolhemos o Foursquare, um modelo de negócios baseado em jogo. Como aplicativo para smartphones, permite ao usuário marcar geograficamente onde está no momento, em busca de reproduzir a questão do jogo, no que se diz respeito à rankings e nivelamentos, por exemplo. O Gamification é identificado no Foursquare no sentido de incentivar todos (comerciantes e consumidores) a usarem o aplicativo. Temos, então, a aplicação de um ambiente característico de games em um modelo de negócios que, a princípio, não se baseia em um formato de jogo, mas que é  igualmente competitivo, oferecendo recompensas para aqueles que jogam regularmente. Alguns estabelecimentos comerciais podem, por exemplo, dar descontos e promoções às pessoas que fazem o check-in (se geolocalizam no aplicativo) no local.

O espaço público é, assim, inserido na linguagem dos games: cada vez que uma pessoa faz check in em um lugar, ela ganha pontos, que geram um ranking entre seus amigos na rede e outro ranking de todos os usuários da cidade. Ou seja, quanto mais você utiliza o aplicativo, mais pontos você ganha e melhor você se coloca no ranking. O usuário pode saber quantas pessoas deram o check-in num determinado local, ver rankings e comentários sobre os l ugares, mostrando quais deles são os mais populares.

Mas não é apenas dessa forma que podemos perceber o gamification no Foursquare. Essa tendência pode ser vista, também, nos badges (distintivos): se você foi o usuário que mais esteve em um determinado local, você se torna seu Mayor (prefeito), tendo o poder de editar suas informações no programa; se você faz check in em mais de dez lugares diferentes, ou 25, ou 50, há outros distintivos; dependendo do horário em que o check in é feito, mais um distintivo. E assim surge uma incontável gama de badges. Essas recompensas e títulos estimulam a competição entre os usuários. Para os mais envolvidos no aplicativo, há diversos sites que ensinam a conseguir mais dos badges.

Um exemplo do ambiente competitivo criado pelo aplicativo é o caso do Spoleto. Algumas lojas no Rio e em São Paulo ofereciam ao prefeito do estabelecimento, às sextas-feiras, um prato de graça. Criava-se uma competição entre os clientes pra ver quem seria o prefeito da vez e levaria o prêmio, fazendo com que o aplicativo fosse mais utilizado e o restaurante tivesse mais visibilidade.

Utilizando-se da estratégia de gamification presente no foursquare, o Spoleto pode desfrutar de mais uma ferramenta para alavancar seus negócios, fidelizando os clientes de uma maneira mais divertida.

Fontes:
http://fredmcclimans.com/2011/01/26/gamification-and-the-gaming-of-
http://gamification.co/2011/03/11/foursquare-levels-up-to-3-0/
http://www.mobilepedia.com.br/cases/spoleto-faz-promocao-utilizando-o-foursquare

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As redes sociais e seus perfis de utilidades

Posted in Outros with tags , , , , on 27/07/2010 by izyx1988

Assunto cada vez mais presente no nosso dia-a-dia, as redes sociais não param de demonstrar sua força e permanência. Antes, ainda com ar de “febre”, rotuladas como modismo ou coisa passageira, elas eram vistas com descrédito por uns e estranhamento por outros. Mas em pouco tempo ganharam o gosto da maioria e hoje fazem parte do cotidiano de todos nós.

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De acordo com pesquisas recentes realizadas pelo Ibope Nielsen Online, os brasileiros são os recordistas em permanência na internet. Esse índice é comprovado por uma pesquisa de hábitos de consumo de internet feita pela byMK, com a participação de vários internautas de diversos locais do Brasil. Segundo o estudo, 60% dos entrevistados ocupa a maior parte do tempo na internet em redes sociais. Desses internautas, 85% dizem acessar sempre o Orkut; 48% são usuários assíduos do Twitter e 42% utilizam o Facebook. Outros 56% dos entrevistados dizem que utilizam as ferramentas de conversas instantâneas (como Messenger, GTalk e outras) com freqüência. Além disso, um estudo da Deloitte divulgado dia 24/06 aponta que as redes sociais e os programas de mensagens instantâneas são usados todos os dias por 38% dos internautas brasileiros.

Orkut, Twitter, Facebook e uma infinidade de redes sociais fazem com que pessoas interajam numa velocidade muito rápida, disseminando monstruosos volumes de informações sobre os mais diversos assuntos. Isso já faz com que muitas empresas, ao perceberem esse novo rumo no horizonte tecnológico e social, comecem a realizar seus processos seletivos através das redes sociais.

O LinkedIn, por exemplo, é uma rede social destinada à manutenção de contatos profissionais. Muitas empresas recorrem ao seu banco de dados para realizar novas contratações. Além disso, as mesmas empresas frequentemente analisam seus potenciais funcionários através de suas páginas no Orkut e Facebook. Espaços criados, geridos e atualizados pelos próprios indivíduos por livre e espontânea vontade, revelando um leque de oportunidades interessantes para que sejam avaliados da melhor maneira possível: sem que tenham o menor conhecimento disso.

A publicidade possui um insumo generoso de informações vindas das redes sociais. Comportamento do consumidor, preferências, problemas, targets, perfis sociais para as mais diversas marcas. Tudo isso é dado, de bom grado, por todos nós sem que precisem nos pedir. Elas fornecem o que talvez nenhuma pesquisa qualitativa descobriria, revelam tendências e opiniões que talvez jamais fossem observadas em nenhum focus group.

Além disso, pesquisas apontam para o fato de que a sociedade ainda olha de modo desconfiado para a publicidade. As redes sociais, então, possuem a nova função de aproximar os consumidores dos produtos, configurando espaços onde as empresas criam conteúdos relevantes para o esclarecimento do público, além de ações promocionais, eventos e qualquer tipo de inovação que puder ocorrer. Deste modo, é possível uma maior interação com o consumidor, que através das próprias redes sociais vai aos poucos endossando as qualidades positivas (e muitas vezes negativas também, o que requer atenção redobrada) de certo produto ou serviço.

Um bom exemplo disso é a Dell, que desde 2007 possui um grupo de seus profissionais conversando com consumidores em blogs e fóruns, em linguagem direta. As menções diárias da marca chegam a 4 mil. A gigante de computadores disse que reduziu pela metade os comentários negativos sobre sua marca por meio de ações em mídias sociais, incluindo a criação de contas pessoais e corporativas no Twitter e uma comunidade de blogs chamada Direct2Dell.

As redes sociais são o grande boom do século. Convergem teorias filosóficas das mais diversas correntes, servem de temática para os mais diversos trabalhos acadêmicos e deixam confuso até o mais visionário dos indivíduos. O motivo é simples: elas surgiram e em pouquíssimo tempo passaram de mera distração para o patamar da importância que ocupam na atualidade e ninguém tem a mínima idéia de onde elas podem chegar. Não há limite para as redes sociais. Não é nenhuma teoria da conspiração, mas a pura realidade… Ou seria virtualidade?

Fontes:

http://www.comunique-se.com.br
http://www.osnumerosdainternet.com.br/category/redes-sociais/
http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?url=Internautas_passam_60_porc__do_tempo_em_redes_sociais
http://epoca.globo.com/infograficos/628_redes_populares/628_redes_populares.html
http://idgnow.uol.com.br/internet/2010/03/18/acao-em-midias-sociais-faz-dell-reduzir-comentarios-negativos-pela-metade/.

Eleições 2010: um desafio para o marketing político no Brasil

Posted in Outros with tags , , , on 05/07/2010 by izyx1988

Esse ano, o Brasil vivencia sua 6ª eleição presidencial após a reabertura do processo democrático na década de 80. A perspectiva é de uma disputa acirrada entre as coligações de apoio ao atual governo, representada pela candidatura de Dilma Rousseff (PT) e as de oposição, representadas, até o momento, por José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) e Plínio Arruda (PSOL). Outros partidos e coligações ainda não apresentaram seus candidatos.

As inserções do Horário Gratuito de Propaganda já se fazem presentes em todos os canais de televisão. Entretanto, nesta fase de pré-campanha, os espaços são concedidos para comunicação institucional dos partidos. A campanha, de fato, só se inicia em agosto.

No entanto, o que seria um canal e uma forma de comunicação valiosa para a apresentação da plataforma política de cada candidato, se tornou, em geral, sinônimo de mesmices. Nestas eleições de 2010, pretende-se alterar o cenário com a inclusão, pelos políticos, de novas plataformas em suas campanhas, com o objetivo de diminuir o espaço entre emissor e receptor e proporcionar uma maior interação entre eles.

Mas é preciso perceber que a política nas redes sociais, introduzida como uma nova plataforma, vem para ser aliada aos meios tradicionais de comunicação e as ações de rua e não como uma alternativa a eles. A internet sozinha não é eficaz para desenvolver qualquer campanha eleitoral, mas também apresenta a vantagem de deixar todos os candidatos no mesmo nível, diferente, por exemplo, do horário eleitoral em que cada um possui um tempo diferente de exposição.

O político passa a ter a possibilidade de criar um diálogo mais direto com os eleitores. A comunicação deixa de ser vertical e passa a ser horizontal, candidato e eleitor encontram-se no mesmo patamar, possuem os mesmos meios e trocam idéias. Os dois lados saem ganhando com isso, o eleitor tem suas dúvidas sanadas, uma maior compreensão das propostas do candidato e este último pode com isso obter mais votos e ter sua mensagem disseminada.

Talvez o case mais completo, mais famoso, e de maior sucesso disso tudo seja a campanha de Barack Obama a presidência dos EUA em 2008. Com conteúdo do Flickr sendo atualizado por seus próprios eleitores, aplicativo para iPhone (cujo conteúdo era integrado com site, notícias e agenda do candidato), mais de 260 atualizações do Twitter ao longo da campanha, mais de 14 milhões de views num dos mais importantes vídeos criados para o slogan da campanha (“Yes. We can”), anúncios in game (jogo Burnout Paradise do Xbox Live, onde 65% dos gamers tinham mais de 18 anos, ou seja, potenciais eleitores), enfim, com toda uma rede estruturada para agir pontualmente explorando ao máximo o perfil de cada mídia, Obama deixou pra trás seu adversário na disputa presidencial, John McCain, e se elegeu de forma exemplar.

Recentemente no Brasil, testemunhamos a votação do projeto de lei Ficha Limpa no senado, após uma campanha virtual presente em várias redes sociais, contando com dois milhões de assinaturas. Atitudes desse tipo fazem com que o brasileiro recupere parte do seu encanto pela política, ainda que de forma bastante tímida, e apontam saídas criativas para campanhas políticas, já que com a Internet o público não é passivo. A mensagem transmitida não só é recebida, mas também editada, remixada e, obviamente, replicada.

Alguns partidos brasileiros têm formulado suas campanhas mantendo a de Obama como referência, pressupondo a participação dos internautas como agentes voluntários não só no mundo virtual, mas também como articuladores entre o mundo online e o mundo offline, o mundo “real”, fora das telas dos computadores, mas é importante ter sempre em mente que a realidade da Internet no Brasil é bem diferente dos Estados Unidos, já que 68% dos brasileiros nunca tiveram acesso a rede.

Já é possível observar alguns candidatos com perfil no twitter e em outras redes sociais, buscando a aproximação necessária com o eleitor. Alguns dados, que podem ser encontrados no Politweets, comprovam isso; 404 políticos usam hoje o twitter, 83 deles são do PT e 250 são deputados federais e o candidato a presidência na eleição de 2010, José Serra, é o político com maior número de seguidores, aproximadamente 270 mil.

Perfil de twitter do candidato José Serra

Vale também conferir como a campanha de Obama foi resolvida visualmente. Não só a estratégia política de inserir a campanha na Web, mas também suas referências em termos de layout, devem influenciar as próximas eleições em todo o mundo. O pôster idealizado pelo artista Shepard Fairey que traz o rosto de Obama em azul, vermelho e branco, e a palavra “hope” (“esperança”) e “progress” (“progresso”) já virou ícone e foi reproduzido e relido inúmeras vezes pelo ciberespaço.

No Brasil, por exemplo, a campanha de Marina Silva traz uma ilustração da candidata claramente baseada no tal pôster de Obama. No case democrata percebe-se a atenção que o staff de Barack disponibilizou com a imagem. Numa era de compartilhamento e reprodução fáceis e desejados, imagens fortes com potencial de se tornarem ícones garantem triunfos.

Imagem da candidata Marina, claramente inspirada na de Obama

O assunto ainda é novo e dá margem para uma série de discussões e análises. A integração de mídias, além de possibilitar campanhas mais criativas, parece mesmo ser o caminho a ser seguido. Numa eleição tão disputada quanto a desse ano promete ser, utilizar a comunicação de forma completa e inovadora pode fazer diferença no resultado final.

Fontes:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u19297.shtml
http://blog.biano.com.br/blog/
http://subindonotelhado.com.br/eleicoes-2010-e-midias-sociais.html

O mundo real agora é lá fora

Posted in Outros with tags , , on 22/06/2010 by izyx1988

Imagine uma ferramenta que permita a você localizar seus amigos, podendo encontrá-los pessoalmente a qualquer momento além de ter acesso a recomendações do que há de melhor nos lugares por onde eles passam. Parece bom? Publicitários e profissionais de marketing também acharam. Assim, o Foursquare, rede social temperada de inovação, cresce com seus adeptos e com a atenção que vem ganhando das grandes marcas.

O Foursquare parece ter surgido para quebrar a cara daqueles sociólogos alarmistas, que previam a diminuição do contato físico entre as pessoas por conta do uso da Internet e das redes sociais. Gowalla, Google Latitude, Loop e outras ferramentas facilitadoras de encontros também anunciam: é hora de sair de casa!

Logo do Google LatitudeLogo do GoWalla

Erin Gleason, relações públicas do Foursquare explica: “Foursquare é um aplicativo móvel que está no meio termo entre um buscador de amigos, um guia social de cidades e um jogo que anima os usuários a explorar sua vizinhança, obtendo recompensas por isso. Integramos a faceta de jogo para fazer com que o processo de exploração de novas cidades e lugares seja divertido. Nossos usuários ganham pontos, alcançam mayorships e desbloqueiam badges e ofertas por visitar novos lugares ou por retornarem aos seus favoritos.”

Algumas badges do foursquare

É claro que as empresas não poderiam ficar de fora desse joguinho tão divertido e lucrativo. Em parceria com a CNN, o Foursquare desenvolveu para essa Copa do Mundo novas badges (medalhas), a “Super Fan” e a “South África Explorer”. A primeira servia para os que fossem assistir aos jogos em pubs e bares definidos pela CNN. Já para ganhar a segunda bastava fazer o check-in em qualquer estádio da África do Sul durante a copa do mundo.

Badges da CNN

Para os que não veem graça somente em coloridas medalhinhas virtuais, começam a surgir ações promocionais ligadas às badges. Foi o caso da Internet Week, que ocorreu semana passada em Nova York: os usuários faziam check-in no local do evento e, ao exibirem suas badges, ganhavam acesso exclusivo a determinadas áreas. A Starbucks também está tornando a brincadeira mais séria: após fazer check-in em cinco lojas diferentes, o cliente recebe uma badge intitulada “Barista”, e a marca já começa a planejar mimos reais para os clientes mais assíduos, como ingressos para eventos exclusivos e cafés de graça. Além disso, usará a ferramenta para descobrir as preferências dos clientes através de seus comentários.

StarbucksIntel

A Warner Bros subiu ao palco com uma proposta um pouco diferente. Para divulgar o filme “Valentine’s Day, criou uma conta no Foursquare, onde as pessoas podiam obter dicas de programas românticos em Nova York, San Francisco, Chicago, Los Angeles e Boston. As possibilidades de uso do Foursquare são muitas, e se depender do interesse das marcas, só tendem aumentar.

Campanha da Warner no FoursquareCampanha da Warner no Foursquare.

Outras marcas no FoursquareOutras marcas no Foursquare.

Fontes:
http://www.anexom.es/servicios-en-la-red/web-20/entrevista-a-foursquare-la-aplicacion-ya-ha-logrado-el-reconocimiento-del-gran-publico/
http://www.brainstorm9.com.br/

Blog explicando o Foursquare:
http://www.interney.net/?p=9771175

Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=DFXzyJ8mUh4