Arquivo para setembro, 2010

O Evangelho Segundo A Marca – sobre Buzzmarketing, Prosumer e Whuffie

Posted in Outros on 27/09/2010 by izyx1988

“A propaganda e venda boca a boca é a forma mais poderosa de marketing, a menos dispendiosa e a mais difícil de conseguir”. Leia novamente a frase de Jeffrey. J. Fox, autor de How to Become a Rainmaker e How to Become a Great Boss e reflita. No contexto atual de mídia fragmentada, da enxurrada de impactos visuais, do prosumer, da alta competitividade dos mercados e do desgaste da publicidade em seus formatos antigos, a ideia que chega propagada por um amigo ou por um entendido do assunto conquista legitimidade e credibilidade.

Prosumer é o neologismo que o autor de A Terceira Onda, Alvin Toffler, criou para denominar o consumidor engajado da sociedade pós-moderna. Provém da contração dos termos producer e consumer. Trata-se de um consumidor exigente, criterioso, curioso e participativo. É capaz de receber e emitir informação – e ele quer fazer isso. Desse modo, o consumidor torna-se mídia em potencial para as marcas.

No meio de tanta informação e oferta, a figura do consumidor experimentador que filtra e fornece acreme de la creme do que você quer ouvir é bem interessante. É isso que farejamos nas mídias sociais quando pesquisamos sobre um produto antes de comprá-lo. Cada vez mais importa a opinião de gente como a gente na ocasião da compra. Descartamos o discurso pronto, afetado pelas estratégias de venda, que consideramos menos confiável (algumas vezes ludibrioso), para ouvir o que pessoas de carne e osso tem a dizer. O paradoxal é que por vezes acatamos o que pessoas que não fazemos ideia de quem sejam falam na web.

O autor canadense Cory Doctorow criou o termo whuffie em seu livro “Down and Out in the Magic Kingdom” para medir a influência de um prosumer no ambiente online. O whuffie pode ser medido pelo número de vezes que você é citado no Google, pela fama do seu blog, etc. Quanto melhor a sua reputação virtual, mais whuffie você tem.

Pensando em tudo isso, os autores Ben McConnel e Jackie Huba escreveram “Buzzmarketing: Criando Clientes Evangelistas”. Convenceram Al Ries, que na contra-capa diz que a alternativa mais atraente para a propaganda é a boca do cliente.

Segundo os autores, quando os clientes ficam realmente impressionados com o seu produto ou serviço, eles se tornam evangelistas sinceros para a sua marca. Os profissionais de marketing estão descobrindo que esse grupo de consumidores satisfeitos pode ser convertido numa potente ferramenta para aumentar o universo de seus clientes, através de depoimentos espontâneos que emitem no dia a dia em seus relacionamentos interpessoais – seja no ambiente real ou virtual.

Ao aprofundar os relacionamentos com os clientes, as organizações criam comunidades que geram apoio e agregam valor a sua marca. Grandes empresas como IBM, Southwest Airlines e Krispy Kreme Doughnuts construíram com sucesso sua base de clientes.

Uma parcela da sua comunicação irá invariavelmente se dar através de uma força voluntária de vendas com o poder de fala ou de um exército de furiosos a fim de guilhotinar o seu produto. Para não perder a cabeça, as marcas precisam chegar mais perto.

Referências:
A Terceira Onda, TOFFLER, Alvin.
Buzzmarketing: Criando Clientes Evangelistas. MCCONNEL, Ben e HUBA, Jackie.
http://www.reflexoesdigitais.com.br
http://www.radiodelicatessen.com.br
http://www.balancodasredes.com

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Transmedia storytelling: várias plataformas e uma boa história.

Posted in Outros on 24/09/2010 by thaiscordeiro

Hoje, uma campanha pode estar em dezenas de mídias. E o que não faltam são termos para definir essa forma de se fazer comunicação: integrada, 360 ou multiplataforma,, mas sem uma boa história, o que se tem é comunicação fragmentada.

Cada meio é uma forma de acesso à narrativa. Quando cruzamos as plataformas midiáticas, ela ganha mais profundidade, dando detalhes mais específicos para um fã de uma série ou um consumidor, oferecendo para eles novos níveis de interação.

Porém, é necessário que cada meio funcione de forma independente. Além disso, é preciso que se crie conteúdo específico para cada meio, respeitando as suas particularidades.

A única coisa que se consegue repetindo o mesmo conteúdo por diversas mídias é ser chato.

Quando se fala em Transmedia Storytelling, é difícil pensar em um caso tão bem sucedido como Heroes.

Mark Wardshaw, , o diretor de Transmedia da série, integrou as mídias e criou uma história que transpassa diferentes plataformas. Quando um personagem não aparece na série por alguns episódios, os fãs podem acessar o webcomic e sua história está lá. Os personagens possuem blogs, páginas no Facebook e MySpace e pedem ajuda aos fãs via SMS. Após o sucesso de Heroes, a NBC criou um departamento de transmedia ,para contaminar todos os seus programas com o conceito.

http://player.vimeo.com/video/8700233

Pelo visto, essa história ainda está muito longe do fim.

referencias:

http://casadogalo.com/transmedia-storytelling-quem-conta-um-conto-aumenta-um-ponto

http://vimeo.com/8700233

http://learningtheworld.eu/2010/heroes-transmedia-storytelling/

A nova cara do marketing relacionado a causas

Posted in Outros on 15/09/2010 by izyx1988

Que o marketing relacionado a causas vem sendo crescentemente adotado por grandes empresas, nós sabemos. Sabemos também do apelo que ele possui junto ao público-alvo, que se sente engajado quando compra um produto ou desfruta de um serviço sabendo que não só ele será beneficiado, mas também alguma ONG ou algum projeto que seja considerado útil para a sociedade.

O que poucos tínhamos noção é de como esse tipo de marketing, principalmente o de viés mais ecológico/ambiental, tem potencial para alavancar vendas e gerar inúmeras menções em mídia. Isso é ilustrado no exercício de análise de comunicação de algumas campanhas da Häagen-Dazs feito por Simon Law, diretor executivo de planejamento da True Worldwide, para a Miami Ad School. Ele avalia algumas peças e explica a diferença entre o bom e o ótimo.

O case HD loves HB é fascinante por quebrar com toda a linha de comunicação que a Häagen-Dazs seguia: peças esteticamente agradáveis, mas desprovidas da relevância necessária para impactar os receptores da mensagem. Ao alertar sobre o desaparecimento das abelhas e explicar a consequência disto (aproximadamente um terço dos alimentos naturais que nós consumimos desapareceriam), a campanha mobilizou milhares de pessoas em prol de uma causa maior do que a compra de um produto. Sem dúvidas, superou as expectativas.

Observando essa tendência, algumas empresas resolveram lançar no mercado marcas que comunicassem diretamente uma causa. É o caso da Stop the water while using me, uma marca alemã que conta com uma linha de shampoo, gel de banho e pasta de dentes.

O curioso é o design clean do produto, destacando apenas a mensagem que se deseja transmitir. Genial, não? A própria marca é causa.

Outro caso a ser observado é o do SWU Brasil. SWU é a sigla para “Starts With You”. Trata-se de um festival de música e artes que, antes mesmo de acontecer, já é comparado por muitos ao Rock in Rio. Isso se deve tanto ao seu tamanho quanto à sua estrutura (ar livre, múltiplos palcos, etc). Além disso, os dois festivais guardam a semelhança de se voltarem a multidões de jovens enquanto transmitem mensagens relevantes para a sociedade. O Rock in Rio III, ao menos, se prestou à defesa de um mundo melhor, pedindo paz. O SWU prega a conscientização em prol da sustentabilidade, defendendo a ideia de que pequenas atitudes podem gerar grandes mudanças.

Não é surpresa nenhuma, afinal de contas, de que a nova cara do marketing relacionado a causas tenha tudo a ver com a expectativa da adoção de certas posturas pelos jovens consumidores da geração Y, constantemente alertados pelas gerações anteriores de que o poder de mudança está em suas mãos, juntamente com o futuro do planeta. Só nós resta saber se todas essas causas serão abraçadas a longo prazo…

Fontes:

http://www.chmkt.com.br/2010/08/diferenca-entre-o-ruim-o-bom-e-o-fora.html

http://updateordie.com/blog/2010/08/03/branding-quando-a-causa-e-a-marca-e-vice-versa/
http://www.swu.com.br/pt/movimento-swu/o-que-e-swu/

A onda da compra coletiva

Posted in Outros with tags on 08/09/2010 by thaiscordeiro

Frozen yougurt, R$ 1,50. 24 latinhas de Coca-Cola  Light Plus , R$ 5,00. 3 meses de BLOCKBUSTER, R$ 3,00.

Ofertas tão boas que fica até difícil acreditar, mas com a compra coletiva, que tem conseguido cada vez mais adeptos, é tudo verdade.

O maior site do gênero no Brasil, o Peixe Urbano, abriu suas portas em março deste ano e já ultrapassou o número de um milhão de usuários cadastrados. Desde então, outros nove sites de compra coletiva surgiram, como o Clube Urbano, da companhia Groupon, que foi o primeiro site de compra coletiva dos EUA, com atividades iniciadas em 2008.

Essa modalidade de compra é vantajosa para os clientes, que pagam um preço muito menor que o normal, para os estabelecimentos, que recebem um grande número de novos clientes, e para os sites, que recebem um percentual das vendas.

Como Funciona:

as ofertas são anunciadas nos sites. Os usuários, por cartão de crédito, optam pela compra e ,quando o número mínimo de pedidos é atingido, recebem um cupom ,por e-mail.

Depois, é só imprimi-lo , levar ao estabelecimento e aproveitar o desconto.

Fique tranquilo,se o número mínimo de pedidos para uma oferta não for atingido, o dinheiro é integralmente devolvido.

É interessante notar que esse tipo de promoção funciona para os estabelecimentos como uma forma de divulgação de seus produtos e serviços, com a finalidade de atrair novos clientes. Muitas vezes, a ação promocional dá prejuízo, e não lucro, funcionando como um investimento das empresas, uma espécie de anúncio. A ideia é que aqueles consumidores cativados pelos baixos preços sejam também cativados pelo estabelecimento, frequentando-o mesmo com seus preços normais.

Dentro dessa onda, um site interessante é o Zipme, que reúne em um só lugar todas as promoções que estão rolando na Web, pulverizadas nas dez opções de sites de compra coletiva existentes no Brasil. Uma das vantagens é que o usuário recebe em seu e-mail todas as ofertas do dia, de diferentes lugares. Quem anda seguindo o mesmo caminho é o Apontador, que criou o Aponta Ofertas, além do velho serviço de “apontar” endereços.

Por enquanto, os sites de compra coletiva sinalizam um futuro promissor e contam com a consolidação no mercado. Resta esperar para saber se é uma febre ou se o serviço veio para ficar.

Fontes:

http://readwriteweb.com.br/search/groupon+clube+urbano/