Arquivo para agosto, 2010

Tryvertising

Posted in Outros with tags on 31/08/2010 by izyx1988

Já pensou poder experimentar os produtos antes de comprá-los? Dar dicas, sugestões e até fazer críticas diretas ao fornecedor? O tryvertising é uma nova moda do mercado publicitário brasileiro que poderá proporcionar um pouco dessas experiências.

Esse novo conceito traz inovação na relação entre produto e consumidor. As pessoas o recebem gratuitamente, antes do seu lançamento, para testá-lo, e devem responder questionários com o feedback das vantagens, desvantagens e dos valores desenvolvidos com o produto.

O Tryvertising já existe no Japão desde 2007 quando foi inaugurada a Sample Lab, e até mesmo no Brasil via internet, onde tinha a grande vantagem de não ter taxas a pagar. Hoje, a novidade são as lojas físicas, que seriam como laboratórios de varejo. Você paga uma taxa mensal ou anual para poder ter acesso aos produtos, experimentá-los na hora e até levá-los para casa.

Loja Japonesa Sample Lab

Obviamente, existe um limite que depende de cada loja e do desempenho do consumidor nessa dinâmica, como a freqüência de visitas e o retorno das pesquisas. A Sample Central é uma dessas lojas-conceitos, onde você faz o cadastro pela internet, paga R$15,00 ao ano para se fidelizar e tem o direito de agendar visitas diárias e escolher produtos até R$100 para retirar. Mas não se pode esquecer que essa relação é uma via de mão dupla, é essencial dar sua opinião no final.


Sample Central – www.samplecentral.com.br – Rua Augusta, 2078 / 2080, São Paulo (SP)

Outro exemplo de loja no Brasil é o Clube Amostra Grátis, onde você pode retirar até cinco produtos ao mês, pela taxa de inscrição de R$50,00. E não é necessário marcar visita como na Sample Central.

Clube Amostra Grátis – www.clubeamostragratis.com.br – Rua Harmonia, 213, São Paulo (SP)

Mas quais seriam as vantagens do tryvertising para as empresas? Além de receber relatórios sobre os seus produtos e utilizá-los para desenvolvê-los e adequá-los as necessidades de seus consumidores, elas têm também como grande vantagem o boca-a-boca dos trysumers, que após experimentar e se sentirem satisfeitos com o produto difundem suas opiniões promovendo um burburinho sobre a marca e aumentando a credibilidade dela.

Será que essa novidade de “amostra grátis” pega no Brasil?
Referências:
http://icommercepage.wordpress.com/2010/05/13/tryvertising-a-melhor-forma-de-fisgar-o-cliente/
http://blogs.estadao.com.br/chris-mello/2010/05/28/tryvertising/
http://www.artigonal.com/negocios-online-artigos/tryvertising-fusao-de-pesquisa-de-mercado-propaganda-e-midia-social-2619795.html
http://newronio.espm.br/index.php/tag/tryvertising/
http://www.bloguedofranchising.com/2009/03/24/tryvertising-experimente-antes-de-comprar/
http://www.omelhordomarketing.com.br/index.php/2010/07/12/tryvertising-leve-e-nao-pague/
http://www.mundodaoptica.com.br/article.php?a=3181
http://tecnovarejo.blogspot.com/2010/04/sao-paulo-tera-loja-de-tryvertising.html
http://ccsp.com.br/ultimas/noticia.php?id=45606
http://www.ericeustaquio.com.br/category/tryvertising
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Live it

Posted in Outros on 24/08/2010 by thaiscordeiro

A reboque da discussão sobre lovemarks o Calidoscópio não poderia deixar de mergulhar no universo dos sentidos, ou melhor, das multissensorialidades. Já repararam que muitas de nossas melhores lembranças são estimuladas por outros sentidos que não a visão? O cheiro do bolo da avó, a música que tocava no primeiro beijo, a sensação da gota de chuva tocando a pontinha do nariz num dia de calor…  São tantos os exemplos. Se considerarmos a informação que 75% das nossas emoções diárias são influenciadas por cheiros e que sons têm uma extrema importância na mudança do humor das pessoas, é fácil perceber a importância de falar de multissensorialidade na publicidade.

Sentir…essa é a ordem! Mais que ver uma marca, viver esta marca. Mais que fazer publicidade, aguçar sentidos, despertar sensações, inspirar sentimentos.

Pelos comentários deste vídeo no youtube já percebemos que, mesmo não explorando diretamente todos os sentidos, a simples menção da experiência multissensorial já provoca um sentimento mais envolvente no público. “I’m proud to be scottish”. “I just got goosebumps…” É, essa é a intenção, arrepiar.

Em 2001,para anunciar a chegada dos panetones Bauducco, a ALMAP BBDO veiculou nos cinemas  o comercial “ Abraços”. Durante a exibição, as salas de cinema eram invadidas pelo aroma do produto. O sucesso foi tanto que a ação, que deveria ter durado somente duas semanas, durou um mês.

Como esquecer também da instalação da VolksWagen na Suécia, em 2009? Se você não se lembra é porque não viu. Usando uma escada na estação do metrô a marca fez um piano gigante que, inusitadamente, emitia som. Tudo isso para dizer que podemos mudar nossos hábitos, nossas atitudes. E o melhor de tudo, provar que os publicitários podem surpreender e uma marca, encantar.

Em maio deste ano quem surpreendeu foi a ID\TBWA com a campanha para o Kaiak, da  Natura.

E a Natura inova mais uma vez com o perfume Amó. Claro que dar amostras dá resultado, afinal, quem não gosta de um perfuminho grátis? Agora imagine estar andando num shopping com o seu amor, sentir um cheirinho de perfume, e ainda ter a chance de tirar uma daquelas fotos legais em uma cabine de fotografias instantâneas. Na cabine você ainda tem a chance de enviar por email uma música ou um desenho para a pessoa amada. São toques, cheiros, beijos, sons, tudo junto e misturado. Ok, se você não teve a oportunidade de viver a experiência, ao menos pode entrar no site e conhecer a história dos outros. Se isso não te interessa, pelo menos pode ver um bom exemplo de uma ação publicitária que utiliza mídias sociais e ações promocionais bem feitas.

http://www.amoremmovimento.com.br

Luz, câmera, ação… viral.

Posted in Outros with tags , , , on 12/08/2010 by izyx1988

Cientificamente falando, o vírus é um agente infeccioso que se reproduz rápido, podendo se espalhar com facilidade e contagiar muitas pessoas. Portanto, não é à toa que no vocabulário internetês o termo viral seja sinônimo de algo que se propaga rapidamente, se alastra, atingindo um grande número de usuários da rede. Com o aumento constante de pessoas conectadas a internet no mundo todo, o surgimento do YouTube e com o recente boom das redes sociais, que facilitam a troca de informações, os chamados vídeos virais mostram seu poder cada vez com maior freqüência. Vejamos na prática alguns deles:


“Is this real life?”
É sim, David, a vida no maravilhoso mundo da propaganda.

“David after dentist” é um clássico. Mais de 60 milhões de visualizações ao redor do mundo. Além disso, contribuiu para que alguns profissionais de marketing, que ainda duvidavam do poder do viral, abrissem seus olhos e começassem a buscar maneiras de utilizá-lo para fazer propaganda. Atualmente, o Google comercializa inserções de anúncios no YouTube, ferramenta cujo potencial permanece inexplorado por muitas empresas.

Esses vídeos atingem facilmente 1 milhão de visualizações, cativam quem vê de tal forma que a pessoa sente a necessidade de passar adiante, vira uma febre. Viral é cool e tá na moda. Percebendo isso, algumas grandes marcas já pensam em formas de produzir seus próprios vídeos com potencial viral. Isso mesmo, “potencial viral”. Porque é impossível afirmar com certeza se o vídeo irá viralizar ou não antes de publicá-lo. A maioria desses vídeos tem algo de improvisado, são reais, não procuram vender nada, apenas contribuem com o entretenimento de quem os assiste. São apenas algumas tendências, padrões, não são garantias de nada.


Campanha Dove pela real beleza. Tudo que uma mulher gostaria de ouvir.


As experiências feitas com Coca diet e Mentos tinham sempre o mesmo resultado: um vídeo viral.


As pessoas se perguntam até hoje se esse vídeo é real.

Esse vídeo da Nike talvez seja o case de maior sucesso entre os virais. Foram 1,9 milhões de visualizações em 1 mês. E nesse período, 2% de todas as pesquisas no YouTube eram “Ronaldinho Gaúcho”. No vídeo, com o intuito de divulgar a precisão que a nova chuteira proporciona, Ronaldinho acerta a trave diversas vezes seguidas de uma longa distância. Parece um vídeo amador, corriqueiro. E, apesar de ter um excelente conceito por trás, não tem cara de propaganda. Excelente aula da Nike de como viralizar e deixar a marca na boca do povo. Melhor ainda para uma grande marca, é quando ela não faz nada e um viral pula no seu colo. Exige muita sorte, muita sorte mesmo. Mas não pense que é só isso. Quando a campanha é bem feita, agrada e mexe com o emocional de seus consumidores, os resultados podem ser surpreendentes.


Em apenas 4 dias esse vídeo já tem quase 100 mil visualizações. Foi a cereja no bolo da Skol.

Referências:
http://mcmoraescosta.wordpress.com/2010/03/15/video-viral-uma-estrategia-aplicavel-para-as-pequenas-empresas/
http://www.imagineseusite.com.br/dicas/40-videos-virais-a-nova-tendencia-em-comunicacao-digital.html http://www.investimentosenoticias.com.br/colunistas/e-por-falar-em-propaganda/

Amar é…

Posted in Outros with tags , , on 04/08/2010 by thaiscordeiro

Amar é ter com sua marca favorita uma relação duradoura. É ser leal a ela. É defendê-la com unhas e dentes. É ser apaixonado.

Isso é uma lovemark, aquela que tem com você uma relação que vai além da razão, muito além do simples custo benefício. Ela ultrapassa a barreira do respeito, da própria admiração. Constrói com você uma relação de amor, como todos os melhores relacionamentos deveriam ser.

O gráfico acima nos permite analisar a força de uma marca através de duas dimensões, amor e respeito.  Commodities são bens facilmente intercambiáveis, sem nenhum apelo extra além da questão do preço; os modismos provocam um apaixonamento instantâneo, mas muito pouco resistente ao tempo; as marcas tradicionais possuem uma forte credibilidade na mente dos consumidores, mas esta se funda em valores racionais, não em paixões. Já as lovemarks se caracterizam por provocar uma lealdade apaixonada, que vai além do preço, da moda corrente e dos atributos racionais do produto.

Para conquistar esta posição uma marca deve apostar no mistério. Mas o que isso quer dizer? Como comentado anteriormente aqui no Caleidoscópio, pesquisas mostram que as pessoas tendem a não gostar de publicidade. OK, então como chegar no consumidor, como conquistar seu coraçãozinho? Fazendo da comunicação com o público algo interessante, intrigante, misterioso. Nada de propagandas que sempre fazem mais do mesmo. É preciso ir além do esperado, falar o que o consumidor nem sabia que queria ouvir, mas se apaixonou quando ouviu.  Um bom exemplo é o texto da propaganda da Harley-Davidson, marca adorada por uma legião de fãs:

Uma boa lovermark também costuma jogar com os 5 sentidos. Afinal, apostar no audiovisual como única forma de se comunicar não é mais suficiente. Estudos mostram que comunicações não verbais têm, inclusive, mais relevância nas relações interpessoais que as verbais. Estamos agora falando em multissensorialidade. Explorar os cinco sentidos e surpreender o consumidor com aromas, texturas, sabores… Um delicioso desafio para a nova geração de publicitários.

O poder das lovemarks é tão grande que ultrapassa a simples presença na mente das pessoas: algumas chegam a tatuá-las em seus corpos. É o caso da Apple e da já citada Harley-Davidson.

Pra quem quiser se aprofundar mais no assunto, vale conferir o livro “Lovemarks: o futuro além das marcas”, de Kevin Roberts, CEO da Saatchi & Saatchi.

E então, qual é a sua lovemark?

referências:

http://www.saatchikevin.com/Love_Changes_Everything/

http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/v11%20n2%20artigo7.pdf

http://www.lovemarks.com