Arquivo para julho, 2010

As redes sociais e seus perfis de utilidades

Posted in Outros with tags , , , , on 27/07/2010 by izyx1988

Assunto cada vez mais presente no nosso dia-a-dia, as redes sociais não param de demonstrar sua força e permanência. Antes, ainda com ar de “febre”, rotuladas como modismo ou coisa passageira, elas eram vistas com descrédito por uns e estranhamento por outros. Mas em pouco tempo ganharam o gosto da maioria e hoje fazem parte do cotidiano de todos nós.

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De acordo com pesquisas recentes realizadas pelo Ibope Nielsen Online, os brasileiros são os recordistas em permanência na internet. Esse índice é comprovado por uma pesquisa de hábitos de consumo de internet feita pela byMK, com a participação de vários internautas de diversos locais do Brasil. Segundo o estudo, 60% dos entrevistados ocupa a maior parte do tempo na internet em redes sociais. Desses internautas, 85% dizem acessar sempre o Orkut; 48% são usuários assíduos do Twitter e 42% utilizam o Facebook. Outros 56% dos entrevistados dizem que utilizam as ferramentas de conversas instantâneas (como Messenger, GTalk e outras) com freqüência. Além disso, um estudo da Deloitte divulgado dia 24/06 aponta que as redes sociais e os programas de mensagens instantâneas são usados todos os dias por 38% dos internautas brasileiros.

Orkut, Twitter, Facebook e uma infinidade de redes sociais fazem com que pessoas interajam numa velocidade muito rápida, disseminando monstruosos volumes de informações sobre os mais diversos assuntos. Isso já faz com que muitas empresas, ao perceberem esse novo rumo no horizonte tecnológico e social, comecem a realizar seus processos seletivos através das redes sociais.

O LinkedIn, por exemplo, é uma rede social destinada à manutenção de contatos profissionais. Muitas empresas recorrem ao seu banco de dados para realizar novas contratações. Além disso, as mesmas empresas frequentemente analisam seus potenciais funcionários através de suas páginas no Orkut e Facebook. Espaços criados, geridos e atualizados pelos próprios indivíduos por livre e espontânea vontade, revelando um leque de oportunidades interessantes para que sejam avaliados da melhor maneira possível: sem que tenham o menor conhecimento disso.

A publicidade possui um insumo generoso de informações vindas das redes sociais. Comportamento do consumidor, preferências, problemas, targets, perfis sociais para as mais diversas marcas. Tudo isso é dado, de bom grado, por todos nós sem que precisem nos pedir. Elas fornecem o que talvez nenhuma pesquisa qualitativa descobriria, revelam tendências e opiniões que talvez jamais fossem observadas em nenhum focus group.

Além disso, pesquisas apontam para o fato de que a sociedade ainda olha de modo desconfiado para a publicidade. As redes sociais, então, possuem a nova função de aproximar os consumidores dos produtos, configurando espaços onde as empresas criam conteúdos relevantes para o esclarecimento do público, além de ações promocionais, eventos e qualquer tipo de inovação que puder ocorrer. Deste modo, é possível uma maior interação com o consumidor, que através das próprias redes sociais vai aos poucos endossando as qualidades positivas (e muitas vezes negativas também, o que requer atenção redobrada) de certo produto ou serviço.

Um bom exemplo disso é a Dell, que desde 2007 possui um grupo de seus profissionais conversando com consumidores em blogs e fóruns, em linguagem direta. As menções diárias da marca chegam a 4 mil. A gigante de computadores disse que reduziu pela metade os comentários negativos sobre sua marca por meio de ações em mídias sociais, incluindo a criação de contas pessoais e corporativas no Twitter e uma comunidade de blogs chamada Direct2Dell.

As redes sociais são o grande boom do século. Convergem teorias filosóficas das mais diversas correntes, servem de temática para os mais diversos trabalhos acadêmicos e deixam confuso até o mais visionário dos indivíduos. O motivo é simples: elas surgiram e em pouquíssimo tempo passaram de mera distração para o patamar da importância que ocupam na atualidade e ninguém tem a mínima idéia de onde elas podem chegar. Não há limite para as redes sociais. Não é nenhuma teoria da conspiração, mas a pura realidade… Ou seria virtualidade?

Fontes:

http://www.comunique-se.com.br
http://www.osnumerosdainternet.com.br/category/redes-sociais/
http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?url=Internautas_passam_60_porc__do_tempo_em_redes_sociais
http://epoca.globo.com/infograficos/628_redes_populares/628_redes_populares.html
http://idgnow.uol.com.br/internet/2010/03/18/acao-em-midias-sociais-faz-dell-reduzir-comentarios-negativos-pela-metade/.

Anúncios

Muito mais que um joguinho

Posted in Outros with tags , , on 20/07/2010 by thaiscordeiro

A indústria dos games já é maior que a do cinema: somente no ano de 2008, movimentou US$ 48 bilhões. Para quem ainda tem aquela velha idéia de que videogame é coisa de criança, o estudo da Pew Internet & American Life Project veio para mostrar justamente o contrário. Mais da metade dos adultos americanos joga videogame. É claro que esse fato não passaria despercebido aos olhos dos anunciantes, e as conseqüências são vistas na vultosa soma que deve ser investida em publicidade nos games, US$ 1 bilhão em 2011.

A publicidade dentro dos jogos tem boa aceitação, especialmente quando está bem inserida na história. Por exemplo, nos games de futebol, a presença das marcas na beira de campo e nos uniformes é muito bem vista pelos jogadores, por reproduzir o que acontece em uma partida de verdade.

Os jogos com mensagens publicitárias, conhecidos como advergames, são uma boa alternativa para as empresas que desejam anunciar para um público-alvo masculino, entre 18 e 34 anos, que se dedica  cada vez mais aos jogos e cada vez menos à televisão.

Entretanto, o perfil do jogador vem se diversificando e ficando mais heterogêneo. Portanto, no seu próximo plano de mídia, um game pode ser uma ótima alternativa.

Exemplos:

1983. “Pepsi Invaders”. Primeiro advergame da história.

Utilizando a plataforma do clássico Space Invaders, foi criado um jogo para funcionários da Coca-Cola.

2010. Advergame da Coca-Cola para ativação do patrocínio da Copa do Mundo FIFA.

Fontes:

http://g1.globo.com/Noticias/Games/0,,MUL1290139-9666,00-INVESTIMENTO+EM+PUBLICIDADE+DENTRO+DE+JOGOS+DEVE+CHEGAR+A+US+BILHAO+EM.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Advergame

http://www.youtube.com/user/advergames#p/u/58/1TBQwRm7vYo

http://blogs.forumpcs.com.br/noticias/2006/06/19/publicidade-em-jogos-movimentara-us-400-milhoes-em-2009/

http://invertia.terra.com.br/publi_news/interna/0,,OI2247604-EI10368,00.html

Copa do Mundo: a publicidade entra em campo

Posted in Outros with tags , , , , on 13/07/2010 by izyx1988

Anúncios de oportunidade são peças publicitárias inspiradas por algum acontecimento que mobilize a atenção de uma grande parcela da população. Uma ótima época para observar bons anúncios de oportunidade é a Copa do Mundo. Pessoas de vários países dedicam boa parte do seu tempo para acompanhar o evento e viver as emoções que vem junto com ele. Esse ano, com a copa na África não foi diferente. Jogadores famosos, camisas de seleções, bolas de futebol e até as clássicas figurinhas, que voltaram a ser moda esse ano, encheram os intervalos durante o período do mundial.

Veja alguns bons exemplos:


Alguns dos melhores jogadores do mundo X O povo africano. Termina em Pepsi.


A Vivo deu ao Pelé a chance de fazer mais um gol.


Entrando na onda do álbum de figurinhas, a Mastercard lançou essa propaganda.

Até aí, tudo normal. Muita coisa boa foi feita, mas nada de totalmente novo. Mas só até aí. Foi a bola rolar na África, logo na primeira rodada, que já foi possível observar algo no mínino inusitado. No jogo entre Holanda e Dinamarca pelo grupo E, tivemos nossa primeira surpresa. Na torcida holandesa, 36 belas moças trajando vestidos laranja chamaram a atenção no estádio Soccer City. Não só pela beleza. Os vestidos faziam parte de um brinde dado pela Cervejaria Bavaria numa promoção realizada apenas na Holanda. E a regra é clara: não pode. A patrocinadora oficial da Copa da África é a Budweiser, portanto, esse tipo de divulgação é proibida por lei.


As holandesas dançaram, se divertiram… e foram retiradas por um representante da FIFA.

Ações desse tipo levam o nome de marketing de emboscada. Quando a FIFA se deu conta do que estava acontecendo, retirou as moças do estádio e encaminhou algumas para uma delegacia onde deveriam prestar depoimento, o que deu ainda mais notoriedade à ação. Como realizou com êxito sua intenção, que era obviamente chamar a atenção, ponto pra Bavaria pela criatividade.

Na segunda rodada, algo ainda mais interessante: Simão Sabrosa, um conhecido jogador da seleção portuguesa, comemora seu gol no jogo contra a Costa do Marfim abraçando seus companheiros de equipe… Até aí, nada de diferente, mas logo em seguida, ele gesticula como se estivesse segurando um sanduíche, fazendo referência a um comercial do McDonald’s veiculado em Portugal antes da estreia da seleção lusitana na Copa.


Simão e dança do BigMacMacLocoBigMac.

A comemoração, por um lado previsível e por outro totalmente surpreendente, foi a mesma do comercial. Previsível porque alguns tinham a expectativa quase romântica que ele realmente colocasse em prática a dança cômica. Totalmente surpreendente porque a maioria das pessoas ou tinha esquecido a propaganda ou simplesmente não acreditou que ele lembraria ou teria coragem de fazê-la. O Mc Donald’s é patrocinador oficial do evento, mas uma ação de marketing dentro de campo, onde o jogador é a mídia, é criativo demais para estar previsto em qualquer contrato com a FIFA.

Simão comemorando seu gol na copa.

Com o fim da primeira fase e o surgimento de algumas “zebras”, novos personagens foram ganhando espaço nessa Copa do mundo. Entre eles, Larissa Riquelme. A moça paraguaia ganhou fama e ficou conhecida como a “Novia del Mundial”, ou namorada da copa, musa da copa, enfim, após prometer que ficaria nua caso o Paraguai se classificasse para as semifinais da copa. Durante os jogos, a modelo famosa do Paraguai portava entre seus fartos seios um aparelho de celular. Ela não confirmou, mas existem grandes indícios de que ela teria sido paga para exibir o celular durante os jogos do Paraguai na Copa. O fato é que ela chamou tanto a atenção da imprensa que passou a ser notícia no mundo inteiro. Conseqüência, mais uma ação de emboscada bem sucedida.

Larissa e seu celular.

E não demorou muito para mais uma marca se utilizar do fenômeno que a modelo se tornou. A Unilever tatuou sua marca de desodorante AXE no outdoor de maior visibilidade da Copa.

O Paraguai não chegou às semifinais para a tristeza de Larissa e de boa parte do mundo.

Logo, é importante ficar atento às oportunidades que surgem e se associar a elas, expondo assim a marca de forma criativa e irreverente. Mas deve-se saber também que a Fifa mantém uma rigorosa fiscalização para proteger o investimento dos seus patrocinadores oficiais das ações de emboscada e até mesmo de qualquer vinculação extra-oficial com o evento, sendo necessário tomar muito cuidado para não sofrer suas sanções, já que elas podem acarretar problemas judiciais e muito prejuízo financeiro, o que não está nos planos de ninguém.

Enfim, a Copa do Mundo da África do Sul 2010 acabou e as boas campanhas, as ações inovadoras e os cases surpreendentes que rolaram no mundo inteiro já nos deixam saudades. Mas esperamos também muito mais para daqui a quatro anos, já que o evento será aqui, no país do futebol e das boas ideias.

Mais algumas ações interessantes que rolaram durante a Copa:

Referências:
http://mirabolantes.net/?p=274
http://www.midiaeconsumo.com.br/2010/06/guerrilha-acao-de-emboscada-de.html

http://www.brainstorm9.com.br/advertising/larissa-riquelme-ganha-patrocinio-da-axe/

Mobile Marketing: uma aposta no futuro

Posted in Uncategorized with tags , on 08/07/2010 by thaiscordeiro

A cada segundo, uma linha de telefonia celular é habilitada no Brasil. Rapidamente nos aproximamos da marca de uma linha por habitante. Existem mais de 180 milhões de aparelhos móveis no país.

Os dados informados acima pela ANATEL são um tônico estimulante para a exploração do celular como instrumento de comunicação. O chamado mobile marketing ou mobile advertising possui hoje um investimento bem modesto: apenas US$ 6 milhões em 2009, mas esse número tende a dobrar em 2010 e a alcançar o valor de US$ 41 milhões em 2012, segundo o e-Marketer.

O mobile marketing se constitui a partir da interação com o consumidor, através de propaganda ou de serviços. Suas principais características positivas são a alta segmentação, as inúmeras possibilidades de personalização da mensagem e de interação com o público e a sua ubiquidade, visto que o celular acompanha as pessoas, que poderão ser atingidas em qualquer lugar, a qualquer hora. As palavras-chave da mídia são relevância, mobilidade e acessibilidade, já que “cada vez mais pessoas querem usar o celular para outras funções, Internet, vídeos, fotografias, além de todo mundo ter um aparelho e poder levá-lo para qualquer lugar, podendo acessar tudo que há em seus computadores, pelo celular”, afirma Johny Carvalho, sócio e diretor de planejamento criativo da Pontomobi Interactive.

As principais formas de mobile marketing hoje utilizadas são: SMS e downloads patrocinados, Bluetooth marketing, sites mobile, banners mobile e criação de aplicativos para smartphones. No SMS patrocinado, a empresa patrocinadora anexa à mensagem do usuário sua mensagem publicitária. Dessa maneira, a mensagem sai de graça para aquele que envia o SMS. Já no Bluetooth marketing, diversos conteúdos são disponibilizados pelas marcas, variando desde revistas mobile e jogos até ringtones e wallpapers. Sites mobile vêm sendo utilizados para lançamentos de produtos e campanhas, enquanto banners mobile são formas de anunciar em outros sites mobile, como O Globo, por exemplo.

Os esforços de publicidade que almejam atingir o grande público ainda terão que se concentrar em mensagens SMS, download de músicas e jogos e aquisição de conteúdo via bluetooth, visto que o número de pessoas que possui celulares mais sofisticados ainda é relativamente baixo. Mas conforme o acesso à Internet pelo celular se difundir, assim como os smartphones, as atuais estratégias de marketing poderão atingir um público maior no futuro.

O Google estima que em cinco anos as pessoas acessarão mais a internet por meio de smartphones do que em computadores. Isso justifica o YouTube Mobile, a nova versão para smartphones e celulares do site de vídeos YouTube, lançada no dia 7 de julho. Esta versão possibilita o acesso a todo o conteúdo do site pelo telefone, diferente da versão anterior que era bem mais limitada, aproximadamente mil vídeos eram postos a disposição do usuário. Segundo o Google, houve um aumento de 160% no consumo de vídeos para celulares no ano de 2009. Imagine o poder viral de um vídeo no YouTube  multiplicado pelo acesso via celular!

Entre os casos mais interessantes de mobile marketing está a criação de aplicativos para smartphones, especialmente aqueles que fazem uso da realidade aumentada. O Bradesco, por exemplo, criou um aplicativo que permite ao usuário localizar quais são as agências mais próximas do local onde se encontra, com instrumentos de refinamento de busca, inclusive.

Referências:

http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?url=Mobile_marketing_pronto_para_explodir_no_BRIC

http://www.mmonline .com.br/noticias .mm?url=O_ futuro_e_ mobile

Eleições 2010: um desafio para o marketing político no Brasil

Posted in Outros with tags , , , on 05/07/2010 by izyx1988

Esse ano, o Brasil vivencia sua 6ª eleição presidencial após a reabertura do processo democrático na década de 80. A perspectiva é de uma disputa acirrada entre as coligações de apoio ao atual governo, representada pela candidatura de Dilma Rousseff (PT) e as de oposição, representadas, até o momento, por José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) e Plínio Arruda (PSOL). Outros partidos e coligações ainda não apresentaram seus candidatos.

As inserções do Horário Gratuito de Propaganda já se fazem presentes em todos os canais de televisão. Entretanto, nesta fase de pré-campanha, os espaços são concedidos para comunicação institucional dos partidos. A campanha, de fato, só se inicia em agosto.

No entanto, o que seria um canal e uma forma de comunicação valiosa para a apresentação da plataforma política de cada candidato, se tornou, em geral, sinônimo de mesmices. Nestas eleições de 2010, pretende-se alterar o cenário com a inclusão, pelos políticos, de novas plataformas em suas campanhas, com o objetivo de diminuir o espaço entre emissor e receptor e proporcionar uma maior interação entre eles.

Mas é preciso perceber que a política nas redes sociais, introduzida como uma nova plataforma, vem para ser aliada aos meios tradicionais de comunicação e as ações de rua e não como uma alternativa a eles. A internet sozinha não é eficaz para desenvolver qualquer campanha eleitoral, mas também apresenta a vantagem de deixar todos os candidatos no mesmo nível, diferente, por exemplo, do horário eleitoral em que cada um possui um tempo diferente de exposição.

O político passa a ter a possibilidade de criar um diálogo mais direto com os eleitores. A comunicação deixa de ser vertical e passa a ser horizontal, candidato e eleitor encontram-se no mesmo patamar, possuem os mesmos meios e trocam idéias. Os dois lados saem ganhando com isso, o eleitor tem suas dúvidas sanadas, uma maior compreensão das propostas do candidato e este último pode com isso obter mais votos e ter sua mensagem disseminada.

Talvez o case mais completo, mais famoso, e de maior sucesso disso tudo seja a campanha de Barack Obama a presidência dos EUA em 2008. Com conteúdo do Flickr sendo atualizado por seus próprios eleitores, aplicativo para iPhone (cujo conteúdo era integrado com site, notícias e agenda do candidato), mais de 260 atualizações do Twitter ao longo da campanha, mais de 14 milhões de views num dos mais importantes vídeos criados para o slogan da campanha (“Yes. We can”), anúncios in game (jogo Burnout Paradise do Xbox Live, onde 65% dos gamers tinham mais de 18 anos, ou seja, potenciais eleitores), enfim, com toda uma rede estruturada para agir pontualmente explorando ao máximo o perfil de cada mídia, Obama deixou pra trás seu adversário na disputa presidencial, John McCain, e se elegeu de forma exemplar.

Recentemente no Brasil, testemunhamos a votação do projeto de lei Ficha Limpa no senado, após uma campanha virtual presente em várias redes sociais, contando com dois milhões de assinaturas. Atitudes desse tipo fazem com que o brasileiro recupere parte do seu encanto pela política, ainda que de forma bastante tímida, e apontam saídas criativas para campanhas políticas, já que com a Internet o público não é passivo. A mensagem transmitida não só é recebida, mas também editada, remixada e, obviamente, replicada.

Alguns partidos brasileiros têm formulado suas campanhas mantendo a de Obama como referência, pressupondo a participação dos internautas como agentes voluntários não só no mundo virtual, mas também como articuladores entre o mundo online e o mundo offline, o mundo “real”, fora das telas dos computadores, mas é importante ter sempre em mente que a realidade da Internet no Brasil é bem diferente dos Estados Unidos, já que 68% dos brasileiros nunca tiveram acesso a rede.

Já é possível observar alguns candidatos com perfil no twitter e em outras redes sociais, buscando a aproximação necessária com o eleitor. Alguns dados, que podem ser encontrados no Politweets, comprovam isso; 404 políticos usam hoje o twitter, 83 deles são do PT e 250 são deputados federais e o candidato a presidência na eleição de 2010, José Serra, é o político com maior número de seguidores, aproximadamente 270 mil.

Perfil de twitter do candidato José Serra

Vale também conferir como a campanha de Obama foi resolvida visualmente. Não só a estratégia política de inserir a campanha na Web, mas também suas referências em termos de layout, devem influenciar as próximas eleições em todo o mundo. O pôster idealizado pelo artista Shepard Fairey que traz o rosto de Obama em azul, vermelho e branco, e a palavra “hope” (“esperança”) e “progress” (“progresso”) já virou ícone e foi reproduzido e relido inúmeras vezes pelo ciberespaço.

No Brasil, por exemplo, a campanha de Marina Silva traz uma ilustração da candidata claramente baseada no tal pôster de Obama. No case democrata percebe-se a atenção que o staff de Barack disponibilizou com a imagem. Numa era de compartilhamento e reprodução fáceis e desejados, imagens fortes com potencial de se tornarem ícones garantem triunfos.

Imagem da candidata Marina, claramente inspirada na de Obama

O assunto ainda é novo e dá margem para uma série de discussões e análises. A integração de mídias, além de possibilitar campanhas mais criativas, parece mesmo ser o caminho a ser seguido. Numa eleição tão disputada quanto a desse ano promete ser, utilizar a comunicação de forma completa e inovadora pode fazer diferença no resultado final.

Fontes:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u19297.shtml
http://blog.biano.com.br/blog/
http://subindonotelhado.com.br/eleicoes-2010-e-midias-sociais.html